Acha que já está a viver. Talvez ainda esteja só a aguentar.
Está no piloto automático. Aguenta, resolve, e por fora está tudo em ordem. Por dentro, sente o peso de uma vida organizada em torno daquilo que precisa de suportar.
Já sente que há qualquer coisa a repetir-se — nas relações, nas escolhas, na forma como reage. Ainda não tem nome para isso, mas já não consegue não ver.
Já reconhece o padrão. Agora tenta responder de forma diferente ao mesmo gatilho — nem sempre resulta, mas já não é automático.
Pensamento, emoção e ação começam a caminhar no mesmo sentido. Escolhe-se sem transformar isso em culpa.